terça-feira, 24 de março de 2009

DESVAIRADA MENTE CONTEMPORÂNEA - BETO PETRY - inédito - Premiado em CONCURSO na EUROPA TÃO SONHADA

DESVAIRADA MENTE CONTEMPORÂNEA

BY BETO PETRY


(desvario um)

Não cantarei apenas as minhas dores – que são tantas (oh frágil que sou-estou!),
Mas também outras, idem alegrias, pesadelos, purezas & orgias.
Imagine-se o mesmo tratando-se de cores em flores;
Tremule a “bandeirona” da novidade imprevisível con(s)ciência, emoção e Cia.
A outrinha, do oculto mercenário ideal, com antigas verde-amarelas digitais
Já jaz na grama (sob o azul borrado anil) Fora com o banal!
O espírito deve requerer legítimas coerências-ocorrências agora no papel
Neste tempo global sem ideologia, a não ser a dos miau-miaus a faturar.
...E é por isso bicho Leminski. E é por isso bicho Pessoa
Afinal, “para quê é que há gente no mundo?”.
Ajudem-me a enversar poemas com poesia dando ênfase maior à criação
Que tanto todos apenas hoje apregoam e na média-Mídia bem pouco fazem mostram,
Além dos acordos acorde$-Cifrõe$$$$$$$$$$$$$$$$$
Desde a Academia à televisão da urbacidade selvagem, cabresto das multidões.
Berro grito: – Levantem-se do túmulo, ó poetas vivos – mortos!
Nesta insaciável sociedade insociável, de esquecidos talentos de todo,
E escreva-se o que se queira, para que se leia e dê morte de inveja na pontícula da língua!
... Asas à imaginação, sentimento, sonho e beleza! Mais levedura e menos leveza nisso: – Poéticos tragos! A liberdade absoluta e o requinte que reinem pelo menos na arte
Já que todos somos naturalmente escravos da organização
Quer para a vida ou para a morte, mui além de todo e qualquer suspeito Vento Norte.

(desvario dois)

Marketing: etiquetas, marcas, ofertas! Editoras alheias, revistas&jornais “superdesinteressados”
Poderes e empresas, prefas – feiras, mega-bananas-shows.
Privilégios, publicidade, vendagens: cartas - ídolos marcados!
Tudo isso é escandaloso (toda a inspiração, desse jeito indo, vai parar aonde?).
– Levantem-se do túmulo, poetas mortos!
S. O. S.!!! Venham do nadalém socorrer (“Ei, Drummond, só pedras no caminho!”)
Pelo menos um “bíblio “da hora que preste, Cadê?
... Vamos romper com tudo isso na moral! Walt Whitman venha transar com o Bilac,
Na metáfora futurista Matrix, entre computadores agora. Quero diante do nariz
Aquele orgasmo verbal (ou mesmo que seja oral) Boca a boca febril pra liricar
(Delírios de Alves Dias Azevedo: noites tabernais para gozar!)
Um hipérbato parnasiano atravessado no reto das coisas, ah! Qua quááááá!
E alguém gozando zuumvlumm sinestesicamente... doces cores sensações simbolistas
Que venha! Se for para fazer com arte eu em essência me apronto
Deixem que eu abstraio e programo: – Dá-me o diskete!
(E é só enfiar sem vírus na boca aberta: “driver” cultural para o povo!)
Trocadilhos quentes na língua em sussurros, para cuspir fora ou dentro,
Tanto faz, o melácteo pólen de uma nova relação
Amor sem fim! Embora sempre em seu clipe final.
... Entre musicalidades, cheiros, cores, abismos...
Absurdos reais na linguagem de perfumes saborosa (E por tudo o mais saberosa)
Incluindo mensagens-visagens-filosofagens-versagens
Céus e terras, espíritos e corpos, clímax desvairados e chega!
(Tudinho em nova e bela anticomercial postagem). Desentupir-varrer artérias!
Blém, plim, ... plim, plim, blémmmmm!!!! Páscoas sem Ovos e Natais sem Noéis trans!

(desvario três)

Desde os anos 2000 ao 3000, ou ainda mais no virtual dos HDs
Poemas quase elétricos, mas da alma, porém (Vamos clicar sem dó!),
E nunca somente pra vender, o que seria barato demais
Convoco os absurdos concretos para retratarem o abstrato
Num realismo absoluto evidente, “fantástica-mente”, de tremer!
Pelo menos, já que pouco há de novo para se ler-ouvir e viajar-ver
No expresso da atualidade escrota impressa indecente: Pílula de adormecer!
... E seja feita a nossa sagrada vontade na escritura
Hora de abstrair, horas de medir ou mesmo mentir a orar
Mas sempre de dizer e ser o que for na tintura tessitura liter ata que a vida atura
(Vocabulário em manejo inteligente-sentido que o existir apura)
Litera séria, cria e atividade, escrita bela: literatura!!!!!! Para ser viventada e vivida
Ououu, sem outras formas: versinventar tudo com vergonha e apuro!
E fora a Besta antiarte dos mercados! Sim! (Na estética de um beijo na boca,
palavra a palavra, em arrepios da sílaba, na própria saliva e nuca). Isso fundo, ou nada!
... Ascendência literal, dourada arca da palavrartetura
Literaturar: abaixo lavagem cerebral e formação política para nefasto controle!
Não!!! – com as mãos na cabeça – (Não como un$ aí, ai de mim, com quem agora mexo em “nobre horário honorário”?) – Zé do Patrocínio, adeus!
Altos faturamentos – gravatas falantes – em cima da simples fácil ignorância
(E sempre goela abaixo cada vez mais desinformantes literaltices
Desde vilas, bairros e escolas – diretamente via ação de “pedabobas” chopins)
Tudo pela plena e conveniente dominação dos “alguns”
Mas, sem a cédula-força dos contrataços da receita pró-anúncios,
(Do suor tributo da torcida massa despojada pagante por detrás)
E quem ia querer ainda ver esdrúxulos apresentadores do canal
Com seus astros “artistificados” da desarte? Triste nacional desastre em cartaz!

(desvario quatro)

Sem outras Reformas Ortodoxas, e nem terços de Contra-Reformas também nem
Para se ter uma “bela” noção da bruta dominação
E dos abusos eternos do poder conchavado com cleros e Deus
Blá, blá, blé; blá, blá bl’amém! Que seja contada a contradição disso tudo – Quem vem?
Qualé???????
(Pauta do dia: a falência dos Sistemas num todo: rombos permanentes)
Apesar da esperança de justiça sempre e a certeza natural dos sonhos de toda a gente
... Chantageados pelas igrejas, escravizados em sociedade, rechaçados,
A vida toda dizimados, “seguem imos” todos enfim amordaçados... e ainda sem amor.
Quem se atreverá a mostrar o sonho-realidade?
Alguém rabiscará as inerências fundas e rasas de nossas almas
Condenadas ao nada e sempre afoitas de tudo
Como se fossem espíritos fulgentes sedentos no mundo?
... Ah, calma criança! Alguém abrirá o Evangelho e é só crer para ver no nunca mais “despois”.
(E mesmo em revolta prefiro até bíblias podres nos sovacos
ao lixo da antiarte ovacionada no ar, se quer saber!)
Lulu Luluia Senhor! Novos Evangélicos em convertido esplendor!
O resto é apenas o mundo, luxúria, sexo e dinheiro para quê?
(Deixe para os outros, eh eh!) Depois será servido, de graça, um folhetim de auto-ajuda a você.
Encontro de orações por três dias para esquecer-espairecer. Um “psicô” resolve por cem
Ou planos de saúde também. Terapeutas, bruxos, religiosos-santos: auto-estima!
Novas ciências metafísicas otimistas modernas: – Fui mal, passe bem!

(desvario cinco)

E eu aqui vendo isso e aquilo ainda (e +, como se Anjos já antes me dissessem... mães Dinás!)
Na antítese busco sem mais penas no maior peso a tese para a mais leve pena
Sem que se queira agora tornar a ser barroco apenas
E nem só ser o inverso, mas no verso o “in” e o “u” por trás juntos: universos!
... Tudo prol criar somente: liberdade absoluta reinante (Mesmo sem originais românticas),
Rimando até algo com Dante, inferno e sofrimento,
E não ficar no isolamento (Por “impressos” preconceitos)
Como esquecido na taberna Pessoa, Sousândrade, ou mesmo Álvares em seu tempo ficou,
(qual o pobre Papa Seixas do Rock, ou Camões do mar); Van Gogh, o gênio pintor a se balear
Ao ser e sentir-se gigante completo, mas só muito só, em seu toque artístico libertador.
... Nada é eterno e tudo o é (E é muito complicado)
Acontece que nada e tudo, está provado, ambos não andam iguais, e nem de terno,
Sem nem serem assim às vezes por sua vez tão ternos
São diferentes demais para serem considerados também
Assim iguais como podem por aí dizer filósofos - padres
E de tão diferentes que são passam a ser até parecidos
Por último, pelo que são, e não pelo que dizem ou fazem, ou não?
Valha-nos Shakespeare: “ tudo é muito além que filosofias vãs”
Nada é tudo e tudo é também nada. Que salada!
Corvos, amigo Poe, caro Edgar, vêm nos umbrais dizer: – Vida, “never more!”
Se soubéssemos lá da morte, quem ia querer cá viver?
Veja, mestre Baudelaire de Paris, você que sabe e traduz tudo de cor
Que carniça não se pode fazer com o saber ou conceitos embasados só de teórico teor?
E tudo, mesmo agora ainda, sempre “era uma vez!”.
... Sigo inexistente na ilusão do eu, que já não me convence (ainda mais em tempos de Coelhos=Zezés=Leonardos=Nhambus da cidade&outros “mala mados” literatiços empossados)
Ah, por favor, podem fechar a livraria. Alguém desligue o rádio! A Telinha Q fique falando a toa (depressa, antes que ela desencoraje nossas mentes e para o consumismo nos arregimente!).
Gorjeiem pássaros soltos nas antenas galhos de cidades e campos dourados.
Pelo menos paz e boa voajem, já que nem mais há o que a gente sintonize e encoraje:
Flapt flapt...zzzzzzzzzzzzzzzzz!!! (Em asas de libertinagens.

(Desvario seis)

Oh caros meus quase que Irmãos Andrade, no meio de tanta lavagem!
Eu jamais esqueceria da Augusta fachada de vocês (Século depois até falta hoje me fazem!).
Obrigada mente pelas penas e pernas da modernidade! Deus lhes pague por este espelho.
Isso tudo eu de coração agradeço com’um beato ou beata
(no “Sertão Canudos” de Euclides antes do Floriano holocausto).
Sim, sou “persona” imensamente grata!
Neste meu desvario poético anônimo, necessário embora, e aqui dentro Imprescindível nato,
No rascunho desta minha continuidade imprevista, mas escrita... (E o imprevisto é o que sabe).
... Coisa é certa: as horas passam na incultura, em meio a toda a estupidez boquiaberta Enlatada ou declarada (Global é o cerco: civil ditadura – covil de imposturas).
Vida, país e mundo se esfacelam em baixas alturas. (E aqui já foi até pior em éfesHC Leilões!).
Os encantos das gentes despojadas não passam de anedotas
Ou violetas baratas sem bilhetes com versos, murchas e mortas
E admitam ou não os culpados – do caótico mau “imprenságio”,
(Gentes de bem pouco achado e que nunca mais serão achados)
Onde está a poesia? A poesia despoetou. Onde está a música? A música desmusicou
Onde está a prosa? A prosa desliterou “E agora José”, o que fazer, se a criatividade incriou
(ou encruou?)... E é por isso, caros Andrade, ajudem-me a peneirar nossa escrita!
Vamos! Enviem-me do Céu Vazio inspiração e força ao combate. Ah, estou fraco!
Nesta guerra contra a Mídia enganosa.
Para o bem de descobertas, da arte e do resto! (Ou pelo menos do rosto?).

(desvario sete)

Aiou! Não vagar é preciso, pois viver é preciso, e sentir, crer-criar é precioso, pelo mal ou bem!
Propostas em movimento: não só uma Semana Contemporânea: mas mobilização vida a vida!
Engggrrrrrrrrrenagens-máquinas-serviços-jornais-canais-satélites – Olho neles!
E todos os demais descendentes de Gutemberg. Repórteres a postos! Um, dois!
... Máquinas de xerox, ofsetes, flash-fotos! Internet das gerações, filmagens - clipes – cópias!
De hoje em diante, definitivo basta à cultura de massa! Hora e vez da gentalha aprender bem
Para crescer também!
Marcar passo, em frente: definitivamente, desmarchar!!! Upauolá! Por tudo ou nada,
Urgem novas medidas! Não geral à mera divulgação, à deturpação e à escamoteação!
Para a imprensa ser redimida pelos seus estragos até hoje
Séculos e séculos de quarentena, com cultura de primeira! Nem que tenha que ir aos museus!
... Todos agora comigo: viva a autenticidade! Identidade cultural na mão!
Fora alguns da Academia Brasileira: desdiplomados tarde, mas no ato! (Tenho Q dizer quem?)
Desvairadamente, como isso é lindo! Imagine de fato?
... Vamos juntos, poetas novos velhos vivos e mortos! Narradores-dramaturgos... versáteis.
Quero aplausos nas filas. Em frente! Cantos afinados sem dublagem no Programa!
Músicas com letras no rádio, locutores cultos in-formados: – Pra rua os desinformados!
No teatro, suspiros fundos: dramáticas rosas clássicas, e das ruas, atiradas do palco
Bocas puras risonhas escarlates, belas musas putas virgens do dom + ousado (não “lousado”).
Liricamente, para beijar e tirar todo o batom... antes que o meu nosso todo o tempo se finde.
Na taça: bálsamos verdadeiros às denúncias épicas terríveis cotidianas
Revelações completas sentidas desta vida acelerada (e celerada), e vire-se a página policial!
Desejos cumpridos, sem mais amor com preservativos
... Art’riunfante, todos à pena sem pena! Vida nova na largada!
Abaixo a “nheca gloriosa” dos “artistas” promovidos! Almas nuas desvestidas, de rigor trajadas! Ah, assim bem! Qual Andrades&amigos quiseram uma vez:
– Vivi va vi viva em múltipla única ecoante voz – Vivavoooozzzz! Chuá chhhhuuuaá a ulular! Rio – Brasil, impostores e “impastores”, em debandada! Rrrrooda jaz! Ascendam-se coragens!
Eixo-Mundo-Oceano-Foz: viva a vida (a)present(e)ada nos quilates da mais vivaz linguagem!


(este poema futurista vai para todas as mentes esclarecidas do mundo, as outras não entenderão nada. Grande abraço do BETO PETRY)

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