RECICLAGEM
(Por BETO PETRY)
Sinto a falta de Rosa e Flores Belas
Drummonds latejam dentro de mim
Poesia de Pessoas que me comovem
Dostô e Stendhal para sentir
A estampa de Deus e o Diabo nas palavras
Aqui e longe daqui
Maupassant nas estantes delira ainda
Um Baudelaire agoniza entre Oswalds
E Mários ousados da vida
Uma e outra pitada: irreverência e niilismo
Andradamente
Na independência dos nossos tempos
As graças de um Graciliano: Ave, São Bernardo!
Ter ou ser, eis um dilema
Vidas Secas nas desgraças da Etiópia Brasileira
Mazelas latentes e a evidência: Poderes sempre
Incompetentes
Um espectorante e Lispector
Botando pra fora incandescências efervescentes
Das coisas do fundo sem fundo das gentes
Sou-me e sei-me
Ginsberg, Maiakóvski, Leminski e outros Pablos
Whitman, Johns e Rolling Stones trouxeram-me
Até aqui também (apesar de)
Nestas esquinas versejo
Reforço-me e “revivoluciono”
Com e sem ti mim
Caetano e Mil tons me despertam
Em Travessias e Outras Palavras
Já morri Cem Anos de Solidão
Shake e Machado têm uma paranóia comum:
Desconfiam que são desconfiados, e gosto mais assim
O Allen e o Allan também apresentam algo
Lances de imaginação
Só que na ironia do pousar dos Corvos
Um não faz rir
E o outro não
Não só a felicidade e o sonho
As dores, pesadelos e sofrimentos
Também são criações humanas
Mente
Eternamente mente
Perto de uns e outros anônimos
Bocage é apenas boca gemente falando bocagens
Só que do anônimo não se sabe
No Brasil, antes Bilacs e assemelhados
E no Paraná “parnasos contemporâneos"
Anti - literatura (quem, a tura?)
Infelizmente mente
Publicitariamente (na Globobalização dos sentimentos)
Aqui, ali e lá
Há grandes indústrias de lixo
E isso é normal nos labirintos
Das amazônias de concreto
Tudo e nada de concreto
Refiro-me a realidades capitais
Lixos em série
Lixos luxuosos para o rádio
Lixos para a TV
Jornalixos lixuosamente para as gráficas
Tudo e para tudo
Toda sorte de artigos
Menos a verdade ou antes bondades e sinceridades
Ou o que é mais preciso
E eu
Dormindo ou acordado
Sempre vendo antevendo tudo
Ou quase
De fora ou de dentro
Raso ou abstrato
Coeso eu absurdo
Eu sempre atento
Nesta hora que é a minha hora de ver profundo
Tudo o que disseram
O que “vivejo” e me mostraram
O que fizeram e criaram
Tudo o que disso se salva
Deve somar-se em mim comigo
Para a posteridade
Não Preciso ser cristão
Tampouco cético, “muçuamorfetico1mano”...
Fanático seria, se quisesse
Mas não me adapto
(apenas rio dessas igrejinhas sonsas
com caras – de - privada e pastores incestos)
Não preciso ser nada assim digamos bastante restrito
E nem tão amplo que não caiba nos próprios estreitos
Sucintamente que eu seja a síntese
A essência de todas as partes expostas
(e pontos de vista e algumas quase que verdades)
E que isto sim resida em mim e dê certo
Para que eu consiga burlar as outras vontades
Eliminar os limites
Me aproximar de ser completo
Negação “absosurdaluta”
De tudo que é irrelevante, mesquinho e “restringidoto”
Como por exemplo a arrogância
De certas elites egoístas
Não sistemas corruptos!
Latifúndios improdutivos monoculturais!
Imprensas marrons !
Carros de US$ milhões para uns
E molambosos chinelos para a maioria
Eleições compradas por bananas
Ou a qualquer preço
Não!
Tributos em excesso para manter classes altas!
Não a tudo que é pequeno (apesar do tamanho) na vida!
A ambição impiedosa e desmedida!
Não não aos pretensiosos anseios de uma sociedade bandida!
Também no amor, não aos nãos!
Não às pretendentes e pretendentes americanizados!
Não não aos mercadores de sentimentos
E a todas as futilidades!
Não à discriminação dos artistas e dos justos e dos
bons!
Um não geral a ignorância!
Peneira nisso tudo!
Mãos à palmatória para os íntegros!
Separar os ouros dos joios
( E pelo menos agora uma vez na vida: )
- Trigo para todos!
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BETO... Somente uma LIVRE MENTE como a sua, mesmo com as persiguições, para escrever algo de tamanha criatividade!!!
ResponderExcluirNUNCA PARE DE ESCREVER MEU AMIGO...MOSTRE AO MUNDO, AOS "TAIS" toda a sua arte!!
Abraços
Wesley
Obrigado filósofo Wesley. Vc sabe, Nietzche já dizia e você é porta-voz da filosofia. Quero que comente Desvairada Mente Contemporânea; para tirar dúvidas sobre a essência do poema.
ResponderExcluirAbraços
BETO PETRY
Para quem tem um excesso de humildade como você, este blog vem muito a calhar...
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